House Music, evolução ou vulgarização?

House MusicNo início da década de 80 surgia a House Music. O nome “house” é influência de um club chamado Warehouse, onde se começaram a ouvir novas sonoridades. Estas eram uma evolução da Disco Music, através da remistura, reedição de músicas Disco, Soul e Funk com batidas eletrónicas.
Desde então a House Music sofreu várias alterações, havendo hoje vários sub-géneros dentro dela. Passados 30 anos do seu inicio, procuramos saber para onde caminha e que é feito da classe que caracterizou os anos de ouro da House Music.

Se recuarmos ao seu inicio e ouvirmos sons de Frankie Knuckles, Tony Humphries, ou se nos lembrarmos do mega hit “Pump up the Jam”, notamos que pouco ou nada resta desses sons no que hoje se faz. Que é feito desse tempos de criatividade e classe? Nada me surpreende quando num club a pista vibra fortemente quando passam sons antigos. Não é só pelas lembranças que trazem, é também pela sua sonoridade e pelos sentimentos que passam para as pessoas.

Daft PunkSendo uma criança quando surgiu a House Music, fui-me apaixonando por este género assim que comecei a ouvir Daft Punk, Bob Sinclar, Modjo, Stardust, Dj Gregory; representantes de uma derivação da House Music (French House), bem como Kings of Tomorrow, Roger Sanchez, entre outros. Com a massificação da Internet, conheci melhor a evolução deste género, as suas variantes e fui recuando até ao seu início; descobrindo pérolas atrás de pérolas. Não foram músicas adoradas pelas massas, porque não eram feitas para usar e deitar fora, dessa música já não se faz, com aquela classe, aquele charme que nos seduz na primeira batida.

A evolução deveria trazer o aprimoramento contínuo, tal como aconteceu até ao inicio do século XXI; desde então diria que a qualidade não melhorou, tendo em alguns casos diminuído. Ao tornar a House Music naquilo que é hoje, perdeu-se a classe, mas ganharam-se as massas. Hoje a House Music, chega a toda a gente com hits “pastilha elástica”, que não transmitem sentimentos, cheios de vocais repetitivos e vazios de qualquer mensagem. Mesmo alguns daqueles que me fizeram apaixonar por este género tal como Bob Sinclar, tornaram-se comerciais e produzem agora sons para as massas, sem o glamour que os caracterizava, sem as mesmas influências.

Bem sei que podemos ainda encontrar algumas excepções, que deveriam ser a regra e continuam a nutrir a paixão que tenho por este género musical; mas temo que a House Music dê passos ainda mais largos na sua descaracterização e perda de identidade, que leve ao seu desaparecimento tal como a conhecemos.

Será que a House Music atual é a evolução natural ou tratar-se-á de um vulgarização das sonoridades House?

5 Comentários

Concordo completamente contigo. Já não se faz house music como antigamente. Os verdadeiros sons são intemporais.

Infelizmente presentemente o verdadeiro house music desapareceu, é tudo feito sempre com os mesmos loops repetidos, lançando alguns artistas quase uma música por mês, usando sempre a mesma base, talvez imitando o Grande Junior jack que talvez por não abandonar o estilo que sempre o caracterizou, desapareceu dos tops, hoje em dia as musicas duram 3 ou 4 meses e rápido desaparecem enquanto que os verdadeiros clássicos de house ainda hoje os seus vocais e as suas batidas fazem tremer as pistas de dança, e prova disso é a tentativa de estar constantemente a remixar esses velhos mas intemporais clássicos.

Sem dúvida, mas os “intemporais clássicos” originais, serão sempre melhores!

Daft Punk tem grande som! E Deadmau5 também!

esses som sao bue da fixi, admiro a voce criatividade nota milllllllllllll

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